60 anos de direitos dos inúteis

A esperança média de vida, em Portugal, aumentou mas sem a mudança necessária que exige um apoio humanizado, uma forma construtiva de viver o envelhecimento, esta circunstância é preocupante.

Deviamo-nos congratular com uma vida saudável, curta na qual contribuímos para a produção de dívida e exigência de consumo

Devíamo-nos cingir à usura da alma, dos filhos em prol de pensões hipotecadas… como disse: fôssemos nós cidadãos conscientes e exigiríamos a morte antecipada… para não pesar nos orçamentos como criaturas que mais não fazem que repousar o osso antes de deixar que a terra nos trinque as carnes!

As discussões que temos visto em torno do envelhecimento social visam assustar todos! 

No fundo querem-nos convencidos de que nos educam para o respeito pela vida mas envergonham-nos por não termos a decência de morrer!

O negócio da doença é aproveitado por instituições beneméritas com comparticipação estatal onde os velhos são torturados! 

Mas… convenhamos! A culpa é desses sefarditas miseráveis que não percebem que usar fralda em adulto devia ser condição para nos pormos em contacto directo com Nosso Senhor!

E, já agora, quem Cuida em casa e continua a exigir direitos devia ter vergonha nas trombas, abandonar essa emoçãozita bacoca do “vamos ajudar todos os coitadinhos, velhinhos e deficientezinhos!”

Quem não presta para trabalhar que vá sobrecarregar uma nuvem, ora porra!

Amanhã, depois da missinha, votem bem.

Hoje coloquem uma coisa bonita na net sobre os direitos humanos.

Por minha parte, deixo-Vos um link com uma cambada de inúteis.

Rita Maia

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