Artivismo político. Receita de mulher a levedar

“May be the first woman but will not be the last” Kamala Harris

Amasse a massa. Espalhe farinha de fé e esperança. Ensine como separar a massa das trevas azedas. Cozinhe em fogo alargado ao amor. Deixe a luz entrar sem medida. Não deixe mãos sujas tocar-lhes a alma da massa. Apenas o toque do amor a pode afagar até ficar transparente e livre.

Em particular nos países que foram colonizados e sofreram um dos maiores males da humanidade, deixe a massa levedar.

Seres humanos que escravizaram outros seres humanos com base na sua cor de pele.

Uma ferida ainda profundamente aberta. Num país onde as mulheres foram particularmente castigadas, violadas, silenciadas, ostracizadas, destituídas de dignidade, de raízes, de cultura, de tradições.

Coloque a massa na mesa e deixe a luz entrar. Eduque e amasse para penetrar no âmago.

Deixe levedar.

Num desses países onde a segregação, o racismo, o preconceito, a misoginia, a xenofobia, em particular contra a mulher fez ontem História em relação à justiça para com mulheres.

Elegeu uma mulher vice-presidente que antes de mais foi escolhida por representar a diversidade de mulheres, pela competência, inteligência e capacidade de amassar a massa.

Elegeu várias mulheres nativas/índias e de vários outros grupos étnicos e religiões incluindo pretas, para o Senado e para o Congresso. As mulheres votaram em números superiores aos esperados.

Foram a arma de paz de construção massiva.

Como na Nova Zelândia, a primeira mulher nativa foi escolhida por outra mulher para ser sua Ministra dos Negócios Estrangeiros.

Que sejam as primeiras num sinal claro de mudança. Que a massa levede e venha a ser quem veio ser, quem quiser ser. Esta chapa é a minha sobrinha. Um dia estará onde tem de estar. Num lugar de decisão a cozinhar uma massa de um futuro certamente melhor. Elas são a História. Todas. As de ontem, as de hoje e as de amanhã. Sente-se confortavelmente e empanturre-se destas mulheres de um mundo novo e em mudança.

Que a massa levede e venha a ser quem veio ser, quem quiser ser.

Esta chapa é a minha sobrinha.

Um dia estará onde tem de estar. Num lugar de decisão a cozinhar uma massa de um futuro certamente melhor.

Elas são a História. Todas. As de ontem, as de hoje e as de amanhã.

Sente-se confortavelmente e empanturre-se destas mulheres de um mundo novo e em mudança.

Anabela Ferreira

Um comentário a “Artivismo político. Receita de mulher a levedar”

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