Isabel Jonet, versão “Porque não te calas”? (por Jacinto Furtado)

jonetOs chineses têm um proverbio que diz “o silêncio é de ouro, as palavras de prata”. No caso particular de Isabel Jonet as palavras são mesmo de lata.

Será que em pequenina, quando lhe deram o cházinho, ninguém explicou à rica que devia pensar antes de abrir a boca. Pois, talvez não lhe tenham ensinado isso, é coisa do Povo bruto dizer “está calada rapariga, quando abres a boca ou entra mosca ou sai asneira”.

Vamos tentar explicar de outra forma, pode ser que assim ela entenda.

“Olhe rica, tente manter a sua cavidade bucal protegida. Cerre os lábios porque quando a rica os abre só sai caca (merda na versão popular) e veja lá a fofa que a caca sai em tamanha quantidade que nem as Stomoxys calcitrans (*) entram”

Antes de continuar é de salientar o trabalho que ao longo dos anos o Banco Alimentar,  do qual Isabel Jonet é presidente. O Banco Alimentar tem realizado um trabalho que, infelizmente, é permanentemente desprestigiado pela sua presidente que já nos habituou aos seus disparates.

Isabel Jonet não é claramente um elemento que valorize a solidariedade. O seu estilo aburguesado é mais o da caridadezinha, é o estilo, pobre que é pobre, deve andar de cabeça curvada, sujo, com os filhos pela mão preferencialmente ranhosos. Este estereotipo é seguramente o climax para a Tia Isabel.

A caridadezinha de Jonet é muito bem descrita por José Barata Moura em “Vamos brincar à caridadezinha”

A senhora de não sei quem / Que é de todos e de mais alguém / Passa a tarde descansada / Mastigando a torrada / Com muita pena do pobre / Coitada … O pobre no seu penar / Habitua-se a rastejar / E no campo ou na cidade / Faz da sua infelicidade / Alvo para os desportistas / Da caridade.

Isabel Jonet já disse que os Portugueses estão mal habituados, tomam banho, comem bifes. Imaginem lá, como é que é possível essa cambada de pobretanas acharem que podem tomar banho e inclusive comer um bife. Onde é que isto vai parar, qualquer dia ainda vão querer estudar e ser doutores.

Isabel Jonet já disse que as crianças que vão de manhã para a escola com fome é culpa dos Pais que são irresponsáveis e não têm tempo para os filhos.

Não contente com todos estes disparates vem agora, a Rainha da Caridadezinha, afirmar que os desempregados, esses malandros, passam o tempo no Facebook em vez de andarem à procura de trabalho. Diz que as redes sociais são o pior inimigo dos desempregados que passam a vida agarrados a jogos e a amigos que não existem.

Engana-se Isabel Jonet, segundo afirmam as empresas de recrutamento é efectivamente nas redes sociais que estão todas as ofertas de emprego e é através destas que, numa primeira fase, os candidatos são seleccionados.

Há defensores de Isabel Jonet que argumentam que não se pode criticar os disparates que ela diz e simultaneamente estar de acordo com a sua afirmação de que não se podem impor mais cortes aos pensionistas e aos funcionários públicos porque estes já não aguentam mais.

É óbvio que se pode discordar e criticar e simultaneamente estar de acordo, mesmo que o estar de acordo seja meramente parcial uma vez que não são apenas os pensionistas e os funcionários públicos que não aguenta mais, é todo o Povo que já não aguenta mais. A não ser que a selecção de Isabel Jonet seja feita para lhe garantir a matéria prima que lhe permite continuar com a caridadezinha.

(*) mosca dos estábulos

2 comentários a “Isabel Jonet, versão “Porque não te calas”? (por Jacinto Furtado)”

  1. Afonso diz:

    Absolutamente de acordo com este texto.

  2. […] de escrever este texto, não como réplica ao que escreveu o meu amigo Jacinto Furtado, mas mais em resposta ao “testo” publicado no jornal do grupo SONAE, por um sociólogo que é […]

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