MAIS UMA HISTÓRIA BEM REAL DA “JUSTIÇA” PORTUGUESA…

Nos anos 90 do século passado, era eu procurador da república, fui inspeccionado – por “pressões” do magistrado Nazi nesse sentido, que queria “provar” que mandava em mim “pessoalmente” – por um inspector do Ministério Público de espírito perfunctório e consciência fraca e que já havia sido manipulado pelo mesmo Nazi.

Como tinha todo o meu trabalho rigorosamente em dia e em ordem, sem o mínimo atraso e não passível de qualquer crítica honesta, aquele inspector, “choninhas”, buscando apontar-me falhas de serviço – para satisfazer o Nazi -, “encontrou” dois pontos essenciais para corroborar as suas pretensões:

1º – que eu tinha feito poucas reuniões com os meus subordinados – embora tivesse eu próprio provado que efectuara diversas, eternizadas por actas -, sem apontar qualquer razão de ser ou necessidade para tais reuniões em “falta”;

2º – que eu não tinha sido “esforçado” no meu trabalho – que estava rigorosamente em ordem e em dia, repete-se -; mesmo assim, aquele ser, de espírito fraco, não se coibiu de fazer tais apreciações subjectivas, que nada tinham a ver com a realidade objectiva. Mas, como “andróide”, que sempre fora formatado a “esforçar-se” no “direito”, para o qual nunca encontrara vocação, projectou em mim tal necessidade…

Diga-se, porém, em abono da verdade, que este mesmo “inspectorzinho” ainda tinha um fundo de honestidade, pois encontrou uma linha inultrapassável para o denegrimento da minha imagem, considerando-a sempre positiva.

Não foi, porém, esse o entendimento do “sistema” que se colou à visão do magistrado Nazi e que actuou como tal, ultrapassando, a custo – depois de vencer muitas resistências ao longo do tempo, dos pares que bem me conheciam e apoiavam – aquela linha, passando de uma “avaliação” positiva para negativa…

E diz a Constituição “abrilina”, no seu artº 46º , nº 4 que “não são consentidas organizações que perfilhem a ideologia fascista”!… Tudo isto, afinal e apenas, para inglês ver…

(É que, a meu ver, psicologicamente, não há qualquer distinção entre a ideologia fascista e nazista, na imposição do ego dos “Duces” ou dos “Führers” sobre os súbditos ou os subordinados…)

“Assim” vamos de “justiça” portuguesa, num país que se afunda…

PS.- Será que não corresponde à verdade que, no reinado de D. Maria II, portugal teve, num determinado momento, em vigor, e simultaneamente, três Constituições diferentes – para agradar a todas as forças políticas daquele momento – o que causou grande incómodo na corte da rainha Vitória de Inglaterra (Vitória era prima de Maria e, para além deste parentesco, eram muito amigas desde a infância), que olhava para os portugueses com cada vez maior sobranceria, mesclada de compaixão?

– Victor Rosa de Freitas –

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