Culambistas (por Anabela Ferreira)

ABAIXAMOSO país (que são as pessoas) não aguenta tanta “normalidade” na extorsão e usura em livre-trânsito, sem ir parar numa cadeia que venha a ser Património da memória da Humanidade.

Somos um reino de trogloditas  jactantes cegos, surdos, mudos e condecorados por trogloditas jactantes cegos, surdos e mudos que cumprem bem a missão a que chamarei trogloditismo premeditado, eficaz e sem falhas. A missão de destruir um país e fingir que se veio só assistir à jogada é sim possível. Um jogo de lerpa fácil.

Com a entrada no Euro sem referendo nem licença, de onde a saída se tornou inevitável (quero dizer mesmo irrevogável,  e, apenas se adia a data), atiraram um milhito aos pardalitos para se calarem contentes. Atiraram uns bifes às onças e raposas para deixarem as portas do galinheiro abertas.
E com esta fábula venceram.

Como é inevitável e óbvio (espero que a nação não se veja atacada por Alzheimer à semelhança dos palhaços de serviço) e que nenhum ps com ou sem d, ou esta coligação tenha possibilidades de se voltar a sentar no poder tão depressa, espero que todos caiam da cadeira.

Para todos eles passou a ser normal serem cegos, surdos e mudos sobre as suas próprias acções, dívidas, recebimentos e outras nobres manipulações que nos conduziram onde estamos.

É certamente para crianças a fábula, que nada tem de maravilha, onde coelhos e mais bicharada se atropelam em dislates: “não me lembro se recebi, não me lembro se fiz, se me disseram, não paguei porque não fui notificado, esqueci-me de pagar” …

Ainda tenho esperança que um estúdio de cinema pegue nos argumentos produto da imaginação destes criativos empreendedores, nas figuras de presidentes, ministros, ceo´s, conselheiros, políticos, deputados, banksters e comerciantes.

Estas onças, raposas e abutres apenas verborreiam barbaridades e anormalidades. E gostam de ser mais papistas que o Papa. Ou seja, mais alemães que o governo alemão.

Dito à maneira africana : culambistas.

Da minha avó ouvi e interiorizei o ditado : “quanto mais nos baixamos, mais o cu aparece”. O nosso há muito que está totalmente descarado.

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