Passos Coelho persiste em querer cortar nas pensões. Mas diz que não vai, para já, esclarecer como o vai fazer para “não prejudicar um acordo pós-eleitoral com o PS”.
Eu fico estarrecido com tanta hipocrisia.
Consenso com o PS é só para o que dói?
Porque não quis fazer consenso com o PS na privatização da TAP?
Porque não quis fazer consenso com o PS na nomeação do Governador do Banco de Portugal?
É estranho? Não meus caros.
Ele sabe que vai perder as eleições, mas também sabe que o corte nas pensões é uma “ordem” de Bruxelas e que, qualquer Governo, seja do PS ou do PSD vai ser confrontado com essa imposição.
Enquanto que a TAP, e o Governador do Banco de Portugal, são opção deste Governo e não determinação dos mandantes, pelo que o PS teria mãos livres para fazer diferente.
Ainda assim, o sonso quer fazer o pleno: perante a Merkel e companhia vai dizendo que já está a tratar do assunto. Mas, para consumo interno de campanha eleitoral, não quer esclarecer para não perder os votos dos reformados laranjas que, ao que parece, são (ou eram?) imensos.
E se o PS for Governo, no pós legislativas, e se tiver que defrontar com o problema, Coelho poderá sempre dizer: “Se nos tivessem deixado cortar a nós, teríamos cortado muito menos”.!
Os eleitores é que devem exigir, a todos os partidos que se candidatam às legislativas que esclareçam previamente quais as suas propostas de solução para o problema. Não é que eles, depois das eleições, não possam vir a dar o dito por não dito.
Mas é preferível podermos, nesse caso, chamar-lhes MENTIROSOS com todas as letras do que apenas podermos apelidá-los de SONSOS.
(*) Estátua de Sal é pseudónimo dum professor universitário devidamente reconhecido pelo Noticias Online.
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