Um inquérito perturbante

197377_199314400093552_3179876_nSócrates fica preso porque pode perturbar a investigação. E a seguir, o interrogatório aparece escarrapachado, com citações em discurso directo.

Este sítio é ridículo. O segredo de justiça é ridículo. Tudo é ridiculamente hipócrita. Os juízes acusam de faltar à verdade uma Ministra da Justiça de faltar que chamou ladrões aos advogados oficiosos e que descartou o estado de Citius em que deixou o país desculpando-se numa sabotagem que nunca existiu. Mantém-se preso um homem sem lhe mostrar provas nenhumas dos crimes pelos quais está preso antes de ser julgado. Sem se poder defender. E o povo aceita isto sem tugir nem mugir. E a seguir vai votar no Costa, todo feliz da vida! Os que se revoltam fazem-lo porque é este arguido, José Pinto de Sousa, Sócrates, para os amigos, mas não o fazem, nunca o fizeram, nunca o farão por qualquer outro ser humano. Fazem sem perceber o que se está a passar. Fazem por fidelidade canina. Fazem tudo isso sobretudo sem que efectivamente tenham elementos para poderem argumentar que o homem é mesmo inocente. Ou culpado. Vale para os dois lados.

Povo? Um povo pressupõe mais do que uma língua em comum. Pressupõe um tronco comum de valores éticos.

Sócrates é indubitavelmente outro processo casa pia. Há-de acabar condenado por ressonâncias da verdade.

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