O seu a seu dono, da impunidade dos cidadãos à impunidade dos agentes judiciários ( por Rodrigo Sousa Castro)

Maria José MorgadoMaria José Morgado a cara mais mediática da investigação Judicial em Portugal, veio ontem à Televisão debitar uma retórica VAZIA E OCA, para utilizar a expressão que entendeu aplicar ao que chama elites nacionais.

A culpa do estado calamitoso da Justiça, e particularmente do combate e repressão aos crimes de “colarinho branco”, reside segundo ela em causas externas que não envolvem a perfomance dos agentes judiciais. Desde a falta de meios ao empastelamento legislativo.

Todavia esta alta responsável do Estado apareceu na Televisão precisamente na altura em que a Justiça ARQUIVA o processo referente a um dos mais corruptos negócios feitos em Portugal, os SUBMARINOS, e que noutros países europeus levaram a severas punições. Sabe-se todavia quem se locuptou com o dinheiro e também que foram os contribuintes que pagaram e vão pagar.

Ao mesmo tempo que decorrem investigações sobre os dois maiores roubos financeiros conhecidos em Portugal, BPN/SLN e GES/BES, e que são conhecidos os nomes da corja que os executou, as enormes fortunas ilícitas daí resultantes continuam a bom recato.

Nem uma palavra sobre o crime continuado e diário praticado por agentes judiciários que revelam peças processuais em segredo de Justiça, sabe-se lá a troco de quê.

Onde estão as investigações internas Dona Morgado ?

O que leva então Morgado a embandeirara em arco fazendo aliás coro com a estouvada ministra da Justiça ?

Implicitamente a existência de um caso menor , mas que serve às mil maravilhas como cortina de fumo, visto ter um ex primeiro ministro no cárcere.

E que dizer do lamento de Morgado sobre o crime na ” rede” ? E a expressão que me feriu os tímpanos de democrata quando refere explicitamente a necessidade de combater a difamação na rede ?

É certo que Obama, a UE, Putin e ate o chinês Peng, têm neste momento esse tipo de preocupação, eles sabem que as redes sociais podem mudar o mundo se não as controlarem.

Mas a uma revolucionária de 1975 com a sua descabelada linguagem da época custa ouvir esta intenção censória.

A ex-revolucionária Morgado , presa em Maio de 1975 pelas forças do COPCON à ordem do Conselho da Revolução jaz politicamente nas teias desta mascarada democrática.

Poderia se usasse do Conrado o silêncio prudente e dos magistrados o dever de reserva, evitar fazer figura de “velha gaiteira” . Todos ficávamos a ganhar.

(Publicado pelo coronel Rodrigo Sousa e Castro “ capitão de Abril , capitão de Novembro” na sua página do Facebook)

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